• Construindo um futuro antirracista a partir das estratégias e soluções do movimento brasileiro de mulheres negras.

     

    Uma pesquisa inédita com 245 mulheres negras por todo o Brasil.

  • Por que um relatório sobre

    o ativismo das mulheres negras?

    Diante de tantas incertezas, geradas pela crise global da pandemia de COVID-19, e de levantes pela vidas negras e faveladas, vimos surgir novas formas de atuação de um grupo que cada vez mais cresce no Brasil: as mulheres negras ativistas.

     

    Este é um momento decisivo em que a experiência das mulheres negras precisa ser reconhecida e valorizada. Visibilizar o que nós estamos construindo como resposta para essa crise é uma forma de romper o apagamento e reconhecer, finalmente, o que sempre fizemos: propor e executar soluções para o nosso povo.

     

    O aprendizado da trajetória e da atuação das ativistas negras pode estilhaçar com as ilusões que insistem em colocar as mulheres negras apenas como potenciais beneficiárias dos programas emergenciais, e não como suas possíveis idealizadoras e implementadoras.

     

    Só há uma maneira de sairmos da crise sem cometer os mesmos erros do passado, que é construindo caminhos com uma perspectiva negra e coletiva. A resposta para onde vamos pós pandemia virá das mãos das mulheres negras.

  • Metodologia

    O principal objetivo da pesquisa foi acionar mulheres negras ativistas comprometidas com debate de gênero e raça no Brasil. Utilizamos um questionário composto por um total de 40 perguntas, sendo 31 perguntas fechadas e 9 perguntas abertas, e dividido pelos blocos: De onde partimos, Como atuamos e Para onde vamos.

    Por estarmos em um momento de pandemia, as entrevistas foram feitas pela internet, majoritariamente, e por telefone, em alguns casos. Alguns pontos relevantes sobre a metodologia:

    252 mulheres negras responderam.
    245 formulários foram validados
    .

    O questionário foi aplicado em todas as regiões do Brasil. Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco foram os estados com mais resposta.

    Essa foi a proporção de respostas por região.

    Ou siga deslizando para baixo para ler uma pequena amostra dos dados que estão no relatório.

  • DE ONDE PARTIMOS?

    Das entrevistadas fazem parte de alguma organização, movimento ou coletivo político ou social.
     

    Foram mais de 130 coletivos e organizações acessadas através da pesquisa.

    Acessaram o Ensino Superior, sendo 19% com superior incompleto, 24% com superior completo e 50% com pós-graduação concluída ou em andamento. Ainda assim...

    A maioria delas, possui renda familiar de até três salários mínimos. Nesse sentido, a pesquisa demonstra que mesmo com estudo, não houve autonomia econômica para esse grupo de mulheres negras ativistas.

    COMO ESTAMOS ATUANDO?

    das ativistas acessadas afirmaram atuar diretamente em alguma ação de combate a COVID-19 e seus impactos.

    As atuações estão mais voltadas para:

    organização e

    conscientização da população

    arrecadação e

    distribuição de cestas básicas

    mobilização para arrecadação de recurso

    Os estereótipos limitantes comumente direcionados a mulheres negras não têm espaço. O que vemos é que essas mulheres têm a capacidade de protagonizar diferentes lutas e pautas, com capilaridade e atuação em diversos territórios.

    AS MULHERES NEGRAS ATIVISTAS E AS DISPUTAS ELEITORAIS

    Das ativistas atuaram em campanhas políticas de forma voluntária ou remunerada

    Considerou se candidatar para as eleições de 2020 antes da pandemia.

    Ainda considera se candidatar, mesmo depois da pandemia.

    Das mulheres que ainda consideram se candidatar afirmam não estar filiadas a nenhum partido político. Mesmo que exista um nível de abandono de candidaturas em todo pleito, este dado pode indicar um contexto de dificuldades superior para as ativistas negras que atuaram em ações de enfrentamento à COVID-19.

    PARA ONDE VAMOS?

    Por uma nova imaginação política liderada pelas mulheres negras.

    Há um momento decisivo em nossa sociedade em que a experiência das mulheres negras precisa ser reconhecida e valorizada.

     

    Precisamos que as mulheres negras estejam em posições que possam realmente afetar a mudança. Queremos que este relatório colabore na implementação de alguma forma de mudança tangível, capacitando as mulheres negras a saberem qual é a sua situação neste país, mas também informando a sociedade sobre o que está acontecendo e, a partir desta experiência, trabalharmos para realizar o futuro que queremos.

  • Baixe a pesquisa completa

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    *Respeitamos os seus dados: você receberá por email mais informações sobre a pesquisa e chamados urgentes do Movimento Mulheres Negras Decidem e do Instituto Marielle Franco. Mas poderá sair da lista a qualquer momento que quiser.

  • Esse projeto é uma parceria entre:

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